domingo, 30 de maio de 2010

Estrada


Estrada, caminho, caminhada
Longe do meu e do seu coração
Distante de tudo o que procuro
Perto de minha lembrança

Ao certo das distâncias que se perdem
Longe da visão comum, racional
Ao certo a poeira da acidentada estrada
Caminho que leva pra perto de lugar algum

Pedras no caminho cortam meus pés
Descalço percorro a mesma distância
Estou longe, mas longe de que?
Rota sem nenhuma direção


Estrada minha velha companheira
Que mede todos os passos que eu percorro
Meu rastro que fere o chão
Mostrando para onde eu não vou

E sigo triste, talvez cansado
Em uma busca que flerta com o impossível
Estrada que não tem fim
Que pode ser percorrida por um errante

Estrada de tantos passos
Quantos pés tu feriste?
Os mesmos pés que trilharam seu caminho
Os mesmos pés que seguiram seu rumo

Um comentário:

  1. sua poesia e muito bonita

    obs: o excesso da expressao estrada tira um pouco da beleza da poesia e faz dela um pouco cansativa.

    henrique141288@gmail.com

    reconstruindo a sociedade poetica universal

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